Planejamento sucessorio para griefbots: consentimento, privacidade e limites familiares
Um griefbot pode parecer uma forma de conforto, mas a familia nao deve decidir isso no escuro.
Esses sistemas de IA usam mensagens, gravacoes, fotos, videos ou textos para simular uma pessoa falecida. Diferem de um arquivo porque geram respostas novas.
Comece pelo consentimento
Declare se voce proibe qualquer simulacao, permite uso privado limitado ou autoriza um projeto especifico. Sem instrucao, a opcao mais segura e nao criar uma versao interativa.
Limite os dados
Defina fontes permitidas e proibidas: conversas, e-mails, redes sociais, fotos, videos, notas de voz, diarios e documentos. Mensagens privadas nao devem virar material de treinamento automaticamente.
Nomeie um responsavel
Escolha alguem para aprovar, recusar, pausar, excluir ou retirar o griefbot. Inclua substituto e regras para conflitos de interesse.
Proteja os vivos
Ninguem deve ser obrigado a conversar com a simulacao. Se o uso for permitido, diga quem pode acessar e tenha cuidado especial com criancas.
Exija transparencia
A ferramenta deve informar claramente que e uma simulacao de IA. Suas respostas nao provam os desejos reais da pessoa falecida.
Proiba usos de risco
Mesmo com memorial privado, proiba usos juridicos, medicos, financeiros, politicos, intimos, comerciais ou publicitarios. Clonagem de voz merece limites fortes por risco de fraude.
Planeje o encerramento
Defina revisoes e uma data de exclusao. Encerrar a simulacao pode proteger a memoria e a familia.
